segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
NEI LOPES, CHICO BUARQUE, O SAMBA: EXERCÍCIO DE LEITURA...
Em meados de outubro de 2010, no dia em que os mineiros chilenos eram resgatados de seu prolongado cárcere subterrâneo, saí de casa, rumo a Cabo Frio, para participar como membro organizador das Tardes Literárias dentro da Festa Portuguesa, evento turístico naquele município. Naquele dia, tive a oportunidade de ser levado à Região dos Lagos no mesmo carro que um dos palestrantes, o intelectual brasileiro Nei Lopes.
Morador de Seropédica, município da baixada fluminense, sede da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, instituição na qual trabalho desde março de 2010, o carioca nascido e criado no bairro do Irajá brindou-me com uma agradável conversa, nas quase duas horas em que viajamos juntos entre as duas cidades fluminenses. Nei Lopes é o tipo de pessoa capaz de falar horas seguidas sobre os mais variados assuntos, sem ser repetitivo. Numa ocasião, assisti a uma aula sobre cultura negra por ele ministrada ao longo de uma manhã e uma tarde de sábado. No final, nenhum cansaço! Foi um sábado digno daquilo que uma aula deve realmente ser...
Depois da conversa na viagem, houve o almoço e mais tarde a palestra, sobre a influência do samba na sua literatura, e o café na manhã seguinte antes de seu regresso à casa. Em nenhuma das oportunidades, repito, cansei-me de ouvi-lo, pois a conversa é sempre fluente, as informações sempre novas. À noite, numa interessante mesa com o professor André Valente da UERJ, Nei afirmou ser a Bossa Nova uma das marcas da cultura brasileira no exterior e que o referido movimento musical brasileiro é nada mais que uma ramificação do samba. Assim atestam, por exemplo, os inúmeros títulos de canções da Bossa Nova que têm a palavra “samba” (do avião, de uma nota só...) contidas no seu título. Feliz constatação!
Pois bem. Guardemos a informação. Encerrada as eleições de 2010 havia não mais que dez dias, pego-me lendo numa revista semanal de ampla circulação no país há mais de 40 anos e me deparo, na seção “panorama”, com um quadrinho em que são listados semanalmente um “sobe e desce”. O que é isso? O leitor desavisado, ou pouco competente no ato de ler, como é infelizmente a realidade da maioria dos brasileiros, certamente suporá que o “sobe” contém o que houve de positivo na semana e que o “desce” registra o contrário. Tiremos nossas conclusões...
O “desce” daquela semana foi para a câmara dos deputados por ter concedido (transcrevo) “a Medalha Mérito Legislativo a João Pedro Stedile, líder do MST, a organização criminosa que promove terrorismo no campo”. Vai também para Franklin Martins, que - “ótima notícia para a verdade” – deverá ficar fora do governo Dilma e, por fim, para a maconha, cuja legalização foi rejeitada em plebiscito na Califórnia...
Já o “sobe” mencionava o nadador Thiago Pereira, ganhador da Copa do Mundo de Natação em piscina curta, e as reservas internacionais, que atingiram o maior valor da história. Por fim, a nota que mais me chamou a atenção. O alvo? Francisco Buarque de Hollanda.
Como Nei Lopes, Chico é um intelectual, brasileiro e carioca. Consagrado na música popular brasileira, como cantor e compositor, enveredou há muito tempo pelos caminhos literários e vem pouco a pouco sendo reconhecido como escritor. Nisso, as trajetórias das duas personalidades da cultura brasileira convergem. Divergem talvez apenas pelo fato de Nei Lopes, além de ser cantor, compositor e escritor, como Chico, ter formação jurídica e ser hoje um profícuo pesquisador autodidata da história da cultura negra, tanto no Brasil, quanto em toda a diáspora negra principalmente na América e também na chamada “antiguidade da África”.
Não é, no entanto, de Nei Lopes que me ocupo aqui. Nem é exatamente de Chico Buarque, senão da frase que o colocou no “sobe” daquela semana:
“Os jurados ainda nem se reuniram, mas já está tudo armado para o sambista carioca, autor do enredo Leite Derramado, ganhar o Prêmio Portugal Telecom no dia 8”.
A frase afirma “metaforicamente” que Chico Buarque “subia” naquela semana, não pelo prêmio Jabuti que conquistou havia alguns dias, muito menos pelo que representa para a história da cultura brasileira, mas pela “armação” (o termo provém do próprio texto) em nível internacional que faria com que o brasileiro ganhasse o prêmio português.
Prefiro ler, a partir dessa, outra mensagem, subliminar ao texto publicado. A conclusão a que chego é que (desastradamente?) foi veiculado um conteúdo ideológico no mínimo conservador (e míope – certamente não pelo seu conservadorismo), que acaba por (involuntariamente?) reforçar um pensamento preconceituoso a respeito das raízes da cultura popular brasileira.
Vamos lá. No texto, Chico é o “sambista carioca”, aquele mesmo, frequentemente associado à malandragem, sinônimo de improdutividade e de banditismo, quase sempre afrodescendente. São os velhos lugares comuns tão presentes numa certa mentalidade brasileira. Retorno a Nei Lopes para observar que o efeito pejorativo que o epíteto “sambista carioca” poderia emprestar à figura de Chico sai pela culatra. Por sua ligação com a Bossa Nova e com a própria MPB (ninguém precisa gostar dos movimentos musicais para perceber isso), Chico Buarque pode sim ser considerado um sambista. Curiosamente, não é a palavra “sambista” que vem à cabeça do senso comum quando se escuta o nome de Chico Buarque.
No entanto, se ele fosse apenas sambista, já seria uma maravilha, uma grande demonstração de afinidade com a cultura popular brasileira, ainda mais por ter ele a origem familiar que tem. Ora, ao referir-se ao músico como “sambista carioca”, autor de um “enredo” a ser premiado por uma manobra seja lá de que natureza, o texto apresenta todo o seu desprezo velado pela importância do samba e de toda a cultura popular desenvolvida por afrodescendentes ao longo do século XX, especialmente no âmbito da cidade do Rio de Janeiro.
O próprio termo “enredo”, utilizado como sinônimo de história contada, ficção, livro, soa-me como uma alusão depreciativa àquilo que fez com que um dos maiores fenômenos da cultura popular brasileira ganhasse a importância que têm hoje: as escolas de samba. Sim, porque são elas que anualmente desenvolvem na avenida um enredo, em um espetáculo único, conjugando artes plásticas, música, poesia e dança, que só se completa no seu todo durante o desfile. Não há como não constatar que, à semelhança do que ocorre com o boi no Amazonas, reunir milhares de figurantes, para contar uma história em pouco mais de uma hora de desfile, por meio da música e da dança, com um conjunto de pessoas que não se conhecem e muito pouco ensaiaram para que todo o espetáculo se dê por completo exclusivamente no momento do desfile, é algo extraordinário. Qualquer pessoa que conheça conceitos teóricos mínimos de literatura consegue perceber, em um desfile de escola de samba, toda a complexidade que envolve a representação mimética da realidade, como ocorre na literatura e em outras artes como o teatro, o cinema, a ópera.
Repito: parece-me inócuo tentar associar pejorativamente a imagem do escritor Chico Buarque a outras imagens como a do “sambista carioca”, pois isso só agrega valor à figura de um intelectual que há décadas demonstra o valor que tem.
Vamos talvez fazer de conta que não nos demos conta de que as associações feitas entre “sambista” e “malandro” ou “bandido” apontam em última instância para as imagens ainda pejorativamente correlacionadas à figura do próprio afrodescendente brasileiro.
De fato Chico Buarque ganhou o prêmio da Portugal Telecom dias após a publicação da revista. No entanto, se havia suspeita de que algo seria “armado”, como se afirma no caso do prêmio português, era melhor que se tivesse feito uma matéria jornalística a respeito disso...
Cláudio Capuano
(imagens da internet)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Professor Leodegário de Azevedo Filho: pequena homenagem
Soube por acaso ao longo dessa semana, que faleceu, no Rio de Janeiro, em 30/01/2011, o emérito de Literatura Portuguesa da UERJ, o professor Leodegário Amarante de Azevedo Filho.
Para os que estudaram Letras na UERJ nos anos 70, 80 ou 90, o nome do professor, e os eventos literários por ele realizados a cada ano, sempre em julho, por mais de três décadas, é bem conhecido. Para a comunidade das Letras brasileira e portuguesa também. No entanto, pouco se noticiou sobre o desenlace do camonista de 83 anos.
Depois que soube da notícia, lembrei-me de um amigo, professor e poeta “carioca de Arraial do Cabo”, e de uma história que ele me contou há tempos. Aluno do Leodegário nos anos 50 (acho), no Colégio Pedro II, o então “pupilo” admirou-se da constatação de que o Bocage de quem falava o mestre era o mesmo das piadas pornográficas... Pedi-lhe então um poema, um soneto, à moda de Camões. Pedido atendido, poema publicado neste blog, na primeira postagem de 2011! Valeu, Eraldo!
AO MESTRE
Eraldo Mai
Leodegário Amarante de Azevedo
Filho (completo nome), o professor
Que em sua diligência e todo o amor
Fez-me de Português jamais ter medo.
Muito ao contrário, desde muito cedo,
Despertou-me das letras o pendor,
Pela do Lácio a derradeira flor
O gosto, porque a via qual folguedo.
Lembra-me vivo sempre aquele dia
Em que, ginasiano, eu me encantava
Com o professor que a nós poemas lia.
Ouvi-lo ler Camões (que tanto amava)
Era pra mim motivo de alegria
E em mim mundos de sonhos despertava
terça-feira, 6 de julho de 2010
Ainda sobre a morte de José Saramago - nota sobre a nota da Revista Veja

José Saramago faleceu numa sexta-feira, dia 18 de junho de 2010. No dia seguinte, chegou aos assinantes a edição 2170, com uma nota sobre a morte do escritor. Se, por um lado, a rapidez com que o fato foi noticiado pela revista é notável, por outro o tom do texto soou-me inadequado e até mesmo desrespeitoso, principalmente nas suas últimas linhas... Escrevi uma carta à revista, que obviamente não foi publicada. Transcrevo:
Achei louvável Veja ter conseguido incluir na edição desta semana, praticamente um dia após a seu desenlace, nota sobre o falecimento de José Saramago. Acredito, no entanto, que o único prêmio Nobel de Literatura em Língua Portuguesa mereça, para a próxima edição, uma matéria mais completa. Aproveito a oportunidade para apontar equívocos e comentar alguns pontos da nota publicada na edição 2170.
Saramago utilizou a História como matéria de criação literária. Não fez “revisão histórica” pelo simples fato de não ter sido historiador. O ano da morte de Ricardo Reis não é um tributo a Fernando Pessoa. É um romance que tem tanto o poeta quanto seu heterônimo como personagens ficcionais, em criações até bastante discutíveis. O livro trata do ano de 1936 em Portugal, mais exatamente do final de 35 ao final de 36, ou ao período que vai da Intentona Comunista no Brasil à Revolta dos Barcos em Portugal. O ano de 36 corresponde a um momento em que o regime fascista português, sob o comando de Antônio Salazar, é acirrado. O fascismo em Portugal se extenderia até 1974 (quase trinta anos após a queda de Hitler e Mussolini). Aliás, Levantado do Chão dá conta do horror que foi o totalitarismo de direita em Portugal, por quase 50 anos. É, portanto, tão “histórico” quanto os títulos citados.
É um reducionismo crítico aludir a livros como O Evangelho segundo Jesus Cristo e Caim como meras “provocações com a religião”. Ambos são romances ditos “históricos”. O tema de fato lhe era caro, tanto que o tratou também em peças como In Nomine Dei e A segunda vida de Francisco de Assis. Se a igreja se sentiu provocada por uma visão outra apresentada sobre suas próprias contradições, isso não era exatamente um problema do autor, muito menos dos seus leitores.
Injusto também me parece com inúmeros autores de língua portuguesa atribuir a ele a quase exclusividade de ter criado “estilo particular e inconfundível” na literatura. Esquecendo os inúmeros autores já falecidos, pode-se citar, entre os vivos, sem maior dificuldade, um de cada continente: Lobo Antunes, Mia Couto e Ariano Suassuna!
Por fim, Saramago sempre se apresentou como comunista, o que, aliás, era um direito seu ou de qualquer cidadão em um mundo democrático. Apesar de ter rompido com Fidel Castro há alguns anos, por discordar de atitudes totalitárias do regime cubano em relação a jornalistas, Saramago foi, como vários outros intelectuais em uma determinada época, um entusiasta das tentativas de implatação do socialismo no mundo. Tais posicionamentos são datados e foram constantemente revistos e repensados pelo escritor. Se era um “Senhor Polêmica”, assim o foi por ter coragem de “pôr o dedo nas feridas”, fossem elas religiosas, políticas ou sociais.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Sobre a vida (e a morte) de José Saramago
Poderíamos, parafraseando Drummond (sobre a morte de Cacilda Becker), dizer que “morreram” José Saramago. Mas não: os Mau-Tempo, de Levantado do Chão, Baltazar e Blimunda, do Memorial, e Lídia, Marcenda e Ricardo Reis, e Maria Sara e Raimundo Silva, junto com Ouroana e seu soldado, e Camões, Ana de Sá e Francisca de Aragão, e todos os sem nome de Ensaio sobre a cegueira, e ainda, num salto para a frente, Caim, e noutro para trás, o próprio Jesus Cristo, todos, personagens de José Saramago, permanecerão ali, orgulhosos em páginas sempre prontas para serem lidas, páginas escritas por um filho e neto de analfabetos.
Autor até certo ponto bissexto, Saramago escreveu inúmeros romances, mas também passou pela poesia, pelo conto e pelo teatro. Mais que isso, tornou-se célebre nas últimas décadas, por declarações polêmicas, muitas vezes irônicas, quase sempre dirigidas à igreja, ateu e comunista que foi. Agora, como mais ou menos disse, pela voz de papel do seu Camões-personagem, tudo enfim que nos resta (e isso não é nada pouco), são papeis...
Fui aos papeis, aos meus livros anotados e encontrei palavras que, essas sim, exprimem parte do que pode ser dito por elas. As palavras do escritor...
Quem sabe se a cegueira não seria preferível à visão agudíssima do falcão instalada em órbitas humanas?” (Manual de Caligrafia e Pintura, 1977)
As palavras não dizem tudo quanto é preciso” (“São Asas”, em: Deste Mundo e do outro, 1971)
Deveria isto bastar, dizer de alguém como se chama e esperar o resto da vida para saber quem é, se alguma vez o saberemos, pois ser não é ter sido, ter sido não é será... (Memorial do Convento, 1982).
Além da conversa das mulheres, são os sonhos que seguram o mundo na sua órbita (Memorial do Convento, 1982)
Mas são também os sonhos que fazem uma coroa de luas, por isso o céu é o resplendor que há na cabeça dos homens, se não é a cabeça dos homens o próprio e único céu (Memorial do Convento, 1982)
“... a morte é a suma razão de todas as coisas e sua infalível conclusão, a nós o que nos ilude é esta linha de vivos em que estamos, que avança para isso a que chamamos futuro só porque algum nome lhe havíamos de dar, colhendo dele incessantemente os seres velhos a que tivemos de dar o nome de mortos para que não saiam do passado” (A jangada de pedra, 1986)
Mas é na última frase, do último livro publicado, Caim, que lemos: “A história acabou, não haverá nada mais que contar.” Não. A história não acabou, nem para nós, leitores, nem para o escritor, que não passará (nem passarinho!). O que talvez Saramago tenha legado aos futuros escritores é o desafio de dizer, dizer sempre. Seja por meio de um estilo inovador, como foi o seu, sobretudo na prosa, seja pelas formas mais convencionais. Porque a própria vida é o manancial de histórias a serem contadas e recontadas.
E aqui, do lado de cá do oceano, onde também floresce a cada dia a nossa língua portuguesa, aqui, onde nem o mar acaba, nem a terra principia, “...acaba-se a exaltação, fica a melancolia” (Memorial do Convento, 1982).
Seropédica, RJ, 23 de junho de 2010.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
O perigo da história única
Para assisti-lo, basta clicar no título desta postagem.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Cenários construtivistas: temas e problemas
O livro tem a participação de Ana Lucia de Souza Henriques (Uerj), Cláudio de Sá Capuano (UFRRJ, Daniela Versiani (PUC-RJ), Diana Damasceno (UCAM, UVA e Ferlagos), Flávia Leiroz (PUC-RJ-doutoranda), Heidrun Olinto (PUC-RJ), Marcello de Oliveira Pinto (Uerj-FFP, UniRio), Martha Alkimin (UFRJ) e Valter Sinder (PUC-RJ).
Transcrevo abaixo partes da orelha do livro:
A apropriação inovadora de questões epistemológicas construtivistas de longa tradição na especulação filosófica moderna de Vico, Kant e Vaihinger, entre outros (...) encontra solo fecundo nos estudos de literatura. Tenuamente presentes em diversas propostas desde os anos de 1970, entre elas nos modelos interativos da Estética da Recepção e do Efeito, a sua ressonância foi decisiva nos projetos alternativos da chamada ciência da literatura empírica, emergente na década seguinte, ganhando destaque pelo investimento maciço em pressupostos construtivistas (brandos ou radicais) mobilizados para a elaboração de programas teóricos distanciados de perspectivas positivistas e dualistas.
Os trabalhos reunidos neste volume temático são testemunho da inexistência de uma matriz uniforme e acentuam, antes, a multiplicidade de raízes de diversos discursos construtivistas, de que decorre a riqueza de suas articulações com o fenômeno literário. A sua relevância para a comunidade acadêmica dos estudiosos de literatura consiste na fecunda expansão de repertórios já existentes e, sobretudo, na possibilidade de explorar novos caminhos para o seu entendimento pelo uso de ferramentas do pensamento construtivista, o qual, do ponto de vista epistemológico, representa uma sensível mudança paradigmática em comparação com tarefas e questionamentos tradicionais deste território disciplinar.
Ao recorrer à estratégia de contextualização e historicização de conceitos dominantes em determinado campo disciplinar, as contribuições desta coletânea permitem perceber que as próprias formas de produção de conhecimento nos diversos domínios de saber se constituem por meio de processos construtivos legitimados, em seus respectivos espaços de atuação científica, pela finalidade de encontrar explicações, soluções e sentidos compartilhados para problemas, questionamentos e interesses específicos. E permitem perceber, também, a historicidade desses consensos provisórios, sujeitos a permanentes instabilidades e transformações, condições, a seu turno, para novos questionamentos criativos.
Neste sentido, o volume (...) convida a conhecer e criticar o potencial inovador de discursos construtivistas no espaço dos estudos de literatura, mantendo aceso o saudável hábito do diálogo que proporciona consensos e aceita dissensos.
domingo, 28 de março de 2010
Caim, de José Saramago - uma resenha (bem depois do 1º dia de 2010)
Aproveito o momento para postar um link de uma resenha que fiz sobre o livro Caim, de José Saramago. Ela pode ser vista em:
http://www.pgletras.uerj.br/palimpsesto/num8/resenhas/Resenha_ClaudioCapuano.pdf
Abraço,
Cláudio
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
No primeiro dia do ano, sobre Iemanjá...
(...)
No Brasil, os rituais contemporâneos exigem a presença de água, o que é, sobretudo, uma incorporação de ritos de cultos afros, com as oferendas à Iemanjá, a grande mãe (mãe de todos os orixás), que na mitologia africana é a Rainha do Mar e a Deusa do Amor, chamada também de Dona Janaína, Sereia do Mar, Princesa do Mar, Inaê, Mucunã e é também considerada a Rainha das Bruxas.
Porém no sincretismo religioso brasileiro Iemanjá é Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade, Virgem Maria, Nossa Senhora de Candeias (que também é Oxum!), Nossa Senhora dos Navegantes, cuja data oficial é 2 de fevereiro, mas em 31 de dezembro (réveillon) Iemanjá é a grande cultuada e recebe em geral oferendas que servem à sua vaidade (ela é muito vaidosa!), tais como espelhos, sabonetes, pentes, pulseiras, colares, coroas, velas, perfumes e flores.
Iemanjá no Brasil é cultuadíssima nas cidades portuárias, por reinar sobre as águas e proteger a pesca e pescadores, todavia se constituiu num mito-fenômeno de grande poder de aglutinação e credibilidade, pois quem nela crê diz que ela leva, num passe de mágica, todos os problemas para o fundo do mar.
Não à-toa, para muita gente, em nosso país, celebrar o Ano Novo só pode ser na praia! Quando a celebração ocorre em águas doces as oferendas devem ser pra Oxum, dotada de grande poder de sedução e Rainha das Águas Doces. Mas em geral ninguém lembra... E por todo lado o que se ouve é:
"Iemanjá é a rainha do marIemanjá é a rainha do marSalve o povo de aruandaSalve meu Pai OxaláSalve Oxóssi, salve os guiasSalve Ogum Beira MarIemanjáIemanjá é a rainha do marIemanjá é a rainha do marVai ter festa na aruandaVai ter reza no CantuáVai ter gira a noite inteiraE muitas flores no marIemanjá".
Iemanjá, sabe-se que é uma "Deusa da nação de Egbé, nação esta Ioruba onde existe o rio Yemojá (Iemanjá). Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás. Por isso a ela também pertence a fecundidade."
Oxum é "Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. A Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc".
(...)
Foi para Iemanjá que Edu Lobo e Vinicius de Moraes compuseram "Arrastão", celebrizada na voz de Elis Regina, que conquistou o 1º. lugar no I Festival de Música Popular Brasileira (1965):
Arrastão
Edu Lobo e Vinicius de Moraes
Eh, tem jangada no mar
Eh, eh, eh, hoje tem arrastão
Ê, todo mundo pescar
Chega de sombra João
Jovi, olha o arrastão entrando no mar sem fim
Ê meu irmão me traz Yemanjá pra mim
Minha Santa Bárbara
Me abençoai
Quero me casar com Janaína
Eh, puxa bem devagar
Eh, eh, eh já vem vindo o arrastão
Eh, é a rainha do Mar
Vem, vem na rede João
Pra mim
Valha-me Deus Nosso Senhor do Bonfim
Nunca, jamais se viu tanto peixe assim ...
Antonio Risério, no artigo "O ano-novo de Iemanjá" (2007), assim se expressou: "O que aconteceu com Iemanjá, no Brasil, é muito, muito interessante. Ela chegou em terras (e águas, claro) brasileiras aí pela segunda metade do século 18, trazida por negros nagôs – naquela época, vendidos, em boa parte, à Bahia, pelos reis do Daomé.
Mas, ainda nas décadas de 1920 e 1930, no Brasil, um poema sobre Iemanjá era tido – em nossos ambientes sociais economicamente mais privilegiados – na conta de coisa exótica, regionalismo, "pesquisa folclórica". Uma canção antiga de Caymmi – "a alodê Iemanjá oeá" – deveria soar, e soava, para determinados públicos, com algo estranho, distante. Como uma espécie qualquer de mistério remoto.
Hoje, o que a gente vê é coisa totalmente diferente. Todo mundo sabe quem é Iemanjá. Porque houve uma mudança enorme, uma transformação nas estruturas da sensibilidade brasileira. Uma mudança nas relações existentes no interior do conjunto de nossa configuração cultural. Os orixás passaram a povoar, inclusive, o cantão da assim chamada 'cultura superior'. Terreiros começaram a ser tombados, como bens preciosos do povo brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Etc. E, no ano novo, levas e levas de brasileiros seguem para as praias, para, de algum modo, falar com a deusa do mar."
E prossegue: "É claro que a Iemanjá brasileira não é mais, exatamente, a Iemanjá africana. Nem poderia ser. A brasileira é brasileira, assim como a cubana é cubana. Mas a matriz, o desenho básico e profundo, está lá, na África. E é ela que atrai multidões para a beira do mar, no ano-novo. A Grande Mãe, com seu axé assentado sobre conchas e pedras marinhas. É ela que faz parte do rito de passagem de ano. Quando todos parecem pedir o recomeço, o renascimento, um novo começo da vida e do mundo."
(...)
Autora: Fátima Oliveira (médica, escritora, especialista em bioética e saúde da população negra e militante da causa negra e das mulheres).
E-mail: fatimaoliveira@ig.com.br
Fonte do texto: Portal Mário Lincoln
domingo, 2 de novembro de 2008
Um achado!
-Você não é professor do Colégio Militar?
Disse-lhe que sim. Em suma: ele é pai de um excelente aluno que tivemos no ano de 1998. O aluno está, inclusive, concluindo o curso de engenharia no IME neste mês de agosto de 2008.
Hoje, revirando CDs em que fiz cópias de arquivos antigos, deparei-me com um texto que ele escreveu em 98, a respeito do Colégio Militar em 2009! É que o nosso tema era Ficção Científica.
Segue abaixo o texto:
Esses ex-alunos, que estudaram aqui em diferentes épocas, contaram histórias sobre os problemas de sua vida escolar. Uns disseram que os ventiladores das salas de aula estavam sempre com defeito; outros, mais velhos, nem sonhavam com ventiladores e usavam como uniforme diário uma túnica de mangas compridas.
Conversando com eles, percebi como o Colégio Militar mudou nos últimos anos. Militares circulando por toda parte e a beleza do Palacete da Babilônia foram umas das poucas coisas que não mudaram.
No fim do século XX, o governo percebeu que a solução para a maioria dos problemas brasileiros estava na educação e resolveu investir nessa área. As verbas destinadas ao Colégio Militar aumentaram bastante, o que permitiu que fossem feitas, aqui, várias melhorias.
Hoje, todas as instalações do colégio são modernas e confortáveis. Temos ar refrigerado central em todos os pavilhões e modernos sistemas audiovisuais.
Nossos professores são muito bem remunerados e podem dedicar-se exclusivamente ao colégio, o que ajuda muito no aprendizado dos alunos e no desenvolvimento dos próprios professores, que têm tempo para cursos de aperfeiçoamento.
Estamos totalmente informatizados. Cada aluno possui seu próprio computador na sala de aula e acessando, em casa, a Internet, pode conseguir resumos das aulas, explicações e todas as suas notas.
Nossos uniformes estão sempre impecáveis, graças à descoberta científica de um tecido que não amarrota nunca e quase não absorve sujeira. Nossos sapatos são auto-engraxáveis.
Os cavalos e os carneirinhos são clonados aqui mesmo, nas aulas de Ciências. Nas aulas de Língua Portuguesa, editamos jornais e revistas e divulgamos os vários eventos literários que acontecem no colégio. Nas aulas de Geografia e História assistimos a filmes em três dimensões sobre os vários países do mundo e seus acontecimentos históricos.
No moderno centro de esportes temos várias piscinas térmicas e naturais, quadras com pisos sintéticos e coberturas que podem ser abertas ou fechadas, de acordo com o tempo.
O vestibular também mudou, mas os alunos do Colégio Militar continuam a conseguir os melhores resultados em todas as faculdades.
Apesar de tudo isso, ainda reivindicamos muitas coisas, nos conselhos de classe, pois achamos que podemos melhorar sempre e superar os obstáculos, como nossos antigos colegas fizeram.
Pensando bem, notei que todas as histórias contadas por eles, apesar de mostrarem alguma dificuldade, mostravam mais momentos de muita alegria e felicidade. Reparei que seus olhos brilhavam ao relembrar o passado.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Ganhei um poema, no dia do meu aniversário
Este, que segue abaixo, tem algumas curiosidades: as palavras em castelhano ali estão porque o Eraldo é avô de um argentino! Vejam só!! E o menino nasceu no dia de São Tiago, daí (por, (não) mera coincidência, o nome Santiago). Ele nasceu em maio de 2008, no dia do Tiago Menor. Eraldo sabe bem da minha ligação com o Tiago, o Maior, cujo dia é 25 de julho. É o Apóstolo Tiago, da cidade galega de Santiago de Compostela.
Não importa de que Tiago falemos, afinal, queiramos ou não, uma parcela das nossas origens remontam à Idade Média Ibérica.
Todos os caminhos medievais levavam a Santiago... de Compostela!
Ao Cláudio Capuano
meu abraço de "hermano"
"abuelo" de Santiago
Desejando que o dia
de seu aniversário
seja todo harmonia
seja só de alegria
e de emoções bem vário
Ouça (então) que eu lhe digo
sabê-lo meu amigo
acalenta-me a alma
Valeu, Eraldo!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
ASSIM. Poema persa, escrito por Jelaluddin Rumi, traduzido por Jaumir Valença da Silveira
Se alguém lhe perguntar como se desvela
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Mais Machado... Crônica de uma aluna do CMRJ
Em 2008, o tema foi "Em torno de Machado de Assis". Foram três dias muito produtivos, em que contamos com a presença de público externo e também de alunos do colégio. Pretendo postar aqui, nas próximas semanas, alguns comentários sobre o evento. O primeiro deles reporta-se ao que aconteceu por último. No final do evento, a aluna Carolina Turboli, por sugestão da professora Claudete Daflon, leu uma crônica feita por ela, momentos antes. A crônica pode ser lida aqui e no site do evento:
http://www.seminarioestudosliteratura.com.br/seminario/cronica.htm
Parabéns, Carolina!
No dia 26, finalmente, a já esperada visita chega pelos portões imperiais do Colégio Militar: em rostos mil, Machado entra sem muita formalidade – em prosa e verso. Bom pra nós, seres com fome casmurra do velho, que vivemos esses 3 dias alimentados por decodificações e debates repletos de literariedade, matéria que voa além das entrelinhas sem deixar que a magia destas se perca. E, pra que a carne não inveje a fartura cultural, servidos por guloseimas concretas que equilibram a plenitude da mente e do corpo. A beleza do auditório amplia a viagem atemporal. Machado senta ao nosso lado, ironizando sua foto embranquecida e sempre se encaixando bem no contexto, qualquer que seja o ambiente. Passeamos com intimidade por seu espaço físico e psicológico, conversando com os segredos da ABL e do Real Gabinete, questionando mistérios famosos enquanto surgem tantos outros. Um fato é certo: cada vez mais apaixonados por Capitu e prontos pra lhe dar a palavra. E, de repente, o alienista parece ainda mais esférico. E, não mais que de repente (e sem medalhões), brilham nossos olhos entregues ao reviver histórias que um dia pensamos, ingênuos, já termos tocado o fundo. Doutores e mestres, alunos e professores, conhecemos e reconhecemos a Poesia-flor do Mestre, que borboleta exaltando a musa-mor Carolina e algumas outras, mas revelando também suas falenas, tão complexas e fascinantes quanto Bentinho e Brás.Após nossa nova missa do galo, Conceição tira o véu sem reticências para sentar-se à mesa das releituras, na sombra fresca da imortalidade machadiana, com a sinceridade já conhecida dos defuntos - autores ou não. Diante do espetáculo único, cá cumprimos o papel de amantes, procurando descobrir o mundo de Machado, povoando-o sem desvirtuá-lo do apelido que recebeu: bruxo. Abençoados somos nós, que vivemos com ardor sua magia; certamente sairemos desse auditório um pouco mais sábios a respeito dos seus feitiços, e infinitamente mais curiosos.Para encerrar, abraço Machadinho, atando as pontas do Tempo e desse belíssimo seminário. Parabéns aos organizadores e palestrantes e, em nome de todos, agradeço o banquete intelectual.(Aluna Carolina Turboli – Turma Humanas I – 2008).
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Louvação - poema de Eraldo Mai, para Machado de Assis
LOUVAÇÃO
Vou fazer a louvação
de quem deve ser louvado
peço-lhes pois atenção
à louvação de Machado
de Assis o pai de Rubião
louvo o escritor consagrado
o criador de Borba o cão
louvo do artista o seu fado
de Bacamarte o Simão
louvo o autor predestinado
a ser mestre da ficção
que em prosa do nosso agrado
nos conduz à reflexão
nas malhas do enunciado
em sutil enunciação
dos mundos que ele há criado
mais o louvo na invenção
de um olhar dissimulado
o de Capitu e então
por ter relativizado
nesse olhar o sim e o não
tudo assim imaginado
na sua imaginação
e em nosso olhar transformado
faço o fim da louvação
daquele que eu fiz louvado
grato sou pela atenção
à louvação de Machado
bruxo em Cosme sem Damião
bruxo do verbo encantado
por nos ter dado a ilusão
de que o não-dado foi dado
ERALDO
Cabo Frio
domingo, 21 de setembro de 2008
Machado de Assis - vídeo
Então vamos lá. Como o ano é do Machado, segue abaixo dois links para um vídeo sobre o escritor, feito especialmente para o II Seminário de Estudos de Literatura do Colégio Militar do Rio de Janeiro - Em torno de Machado de Assis (http://www.seminarioestudosliteratura.com.br/index.htm). Na semana passada, ele foi reexibido na VII Semana de Estudos Lingüísticos e Literários da Faculdade da Região dos Lagos (Ferlagos), em uma noite de homenagem ao escritor, depois da leitura de um poema "Louvação", do poeta Eraldo Mai, da bela palestra do prof. Luís Antonio Barros ("Pequena viagem ao vocabulário de Machado de Assis") e da minha fala sobre a atividade de cronista do nosso bruxo. O poema do Eraldo fica prometido para a próxima postagem.
Vejam o vídeo. Olha que eu também sou personagem!
Saudações! Valeu Flávio!
Cláudio
Parte I
http://br.youtube.com/watch?v=N_am8yHTgoc
Parte II
http://br.youtube.com/watch?v=N_am8yHTgoc
sábado, 12 de julho de 2008
O que estou lendo, ou relendo...
Ficções, de Jorge Luis Borges. Na verdade, reli o Pierre Menard, autor do Quixote. Excelente, como o Borges de sempre.
domingo, 6 de julho de 2008
Literatura e Educação no Brasil
Coordenadores
Profa. Dra. Claudete Daflon (PUC-Rio) - claudaflon@terra.com.br
Prof. Dr. Cláudio Capuano (FERLAGOS) -
Resumo
O papel da literatura na formação intelectual assim como o ensino da literatura no país são duas questões fundamentais para se compreender que espaço a produção literária tem ocupado na educação brasileira. Nesse sentido, de um lado, faz-se necessário pensar que relações vêm sido mantidas entre a Literatura e outras disciplinas ou áreas de conhecimento; considerando-se, sobretudo, o avanço das abordagens interdisciplinares na educação escolar e nos estudos acadêmicos. Por outro lado, merecem ainda atenção a abordagem do texto literário em diálogo com outras linguagens e a relevância da experimentação lingüística no desenvolvimento educacional dos estudantes. Junto a isso, há ainda a subjetividade como construção de um percurso intelectual e pessoal que permitiria ao estudante a leitura/escrita de suas histórias. Um debate dessa natureza implica, portanto, considerar a importância que a literatura teve e tem na formação intelectual no Brasil. Para tanto, é preciso, contudo, levar em conta não só a participação que historicamente a literatura tem tido na educação brasileira mas também como tem se dado o ensino da disciplina no ambiente escolar, haja vista mudanças significativas na educação e na própria realidade em que se insere o livro nos últimos séculos.
Segunda, 14 de julho de 2008
Sessão 1 – Repensando o lugar da Literatura
Coordenador: Profa. Dra. Claudete Daflon (PUC-Rio)
· Literatura para quê?
por Profa. Dra. Analice de Oliveira Martins (UNESA)
· Literatura como prática social em contexto escolar
por Prof. Dr. Cláudio José de Almeida Mello (UNICENTRO)
Co-autor: Prof. Dr. Antonio Henriques Gonçalves Cunha (UNICENTRO)
· O curso de Letras e a Literatura Estrangeira na formação do professor
por Profa. Doutoranda Andréa Correa Paraíso Muller (UEPG)
Sessão 2 – Diálogos da Literatura em sala de aula
Coordenador: Prof. Dr. Cláudio Capuano (FERLAGOS)
· Literatura: possíveis diálogos
por Profa. Dra. Maria Cristina Prates Fraga (UVA)
· Dar a ler: leitura e provocação para a entrada no universo da ficção como experiência formativa
por Doutoranda Márcia Machado de Lima (UNESP-Marília)
· Literatura e Ensino
por Profa. Mestre Marta Ferreira Pimentel
Terça, 15 de julho de 2008 - a partir das 14h
Sessão 3 –Literatura como prática social
Coordenador: Prof. Mestre Jorge Marques
· Literatura e educação: uma proposta de inclusão social a partir de Antonio Candido
por Prof. Pós-Dr. Marcelo Chiaretto (UFMG)
· Contar histórias, tecer realidades
por Doutorando Thiago Alves Valente (UNESP-Assis)
Co-autor: Profa. Dra. Vanderléia da Silva Oliveira (UENP-Faficop)
· A literatura afro-brasileira na sala de aula
por Profa. Mestre Mariângela Monsores Furtado Capuano
Sessão 4 – Formação literária e projeto político
Coordenador: Profa. Dra. Maria Cristina Prates (UVA)
· A (re)construção da nação e a formação de líderes: o ensino de literatura no Estado Novo
por Prof. Dr. Luiz Eduardo Oliveira (UFS)
por Profa. Dra. Claudete Daflon (PUC-Rio)
Literatura e Educação no Brasil
Quarta, 16 de julho de 2008
Sessão 5 – Literatura e cinema
Coordenador: Profa. Dra. Claudete Daflon (PUC-Rio)
· As inter-relações da literatura com o cinema e a mídia
por Prof. Dr. Luiz Manoel da Silva Oliveira (UFRJ)
· Literatura, cinema e educação
por Prof. Dr. Antonio Mateus
· Entre a Literatura e a História, o Cinema
por Prof. Dr. Cláudio Capuano (FERLAGOS)
Sessão 6 – Literatura e música
Coordenador: Profa. Doutoranda Patrícia Simões de Oliveira Rosa (FGV)
· Literatura, música e sociedade educacional: dialogismos contemporâneos
por Prof. Dr. Robson Coelho Tinoco (UnB)
Co-autor: Profa. Mestre Marília de Alexandria (UFG/CEP)
· A canção na sala de aula: estratégias didáticas para o uso do cancioneiro popular nos Ensinos Fundamental e Médio
por Prof. Mestre Jorge Marques

