segunda-feira, 29 de março de 2010
Cenários construtivistas: temas e problemas
O livro tem a participação de Ana Lucia de Souza Henriques (Uerj), Cláudio de Sá Capuano (UFRRJ, Daniela Versiani (PUC-RJ), Diana Damasceno (UCAM, UVA e Ferlagos), Flávia Leiroz (PUC-RJ-doutoranda), Heidrun Olinto (PUC-RJ), Marcello de Oliveira Pinto (Uerj-FFP, UniRio), Martha Alkimin (UFRJ) e Valter Sinder (PUC-RJ).
Transcrevo abaixo partes da orelha do livro:
A apropriação inovadora de questões epistemológicas construtivistas de longa tradição na especulação filosófica moderna de Vico, Kant e Vaihinger, entre outros (...) encontra solo fecundo nos estudos de literatura. Tenuamente presentes em diversas propostas desde os anos de 1970, entre elas nos modelos interativos da Estética da Recepção e do Efeito, a sua ressonância foi decisiva nos projetos alternativos da chamada ciência da literatura empírica, emergente na década seguinte, ganhando destaque pelo investimento maciço em pressupostos construtivistas (brandos ou radicais) mobilizados para a elaboração de programas teóricos distanciados de perspectivas positivistas e dualistas.
Os trabalhos reunidos neste volume temático são testemunho da inexistência de uma matriz uniforme e acentuam, antes, a multiplicidade de raízes de diversos discursos construtivistas, de que decorre a riqueza de suas articulações com o fenômeno literário. A sua relevância para a comunidade acadêmica dos estudiosos de literatura consiste na fecunda expansão de repertórios já existentes e, sobretudo, na possibilidade de explorar novos caminhos para o seu entendimento pelo uso de ferramentas do pensamento construtivista, o qual, do ponto de vista epistemológico, representa uma sensível mudança paradigmática em comparação com tarefas e questionamentos tradicionais deste território disciplinar.
Ao recorrer à estratégia de contextualização e historicização de conceitos dominantes em determinado campo disciplinar, as contribuições desta coletânea permitem perceber que as próprias formas de produção de conhecimento nos diversos domínios de saber se constituem por meio de processos construtivos legitimados, em seus respectivos espaços de atuação científica, pela finalidade de encontrar explicações, soluções e sentidos compartilhados para problemas, questionamentos e interesses específicos. E permitem perceber, também, a historicidade desses consensos provisórios, sujeitos a permanentes instabilidades e transformações, condições, a seu turno, para novos questionamentos criativos.
Neste sentido, o volume (...) convida a conhecer e criticar o potencial inovador de discursos construtivistas no espaço dos estudos de literatura, mantendo aceso o saudável hábito do diálogo que proporciona consensos e aceita dissensos.
domingo, 28 de março de 2010
Caim, de José Saramago - uma resenha (bem depois do 1º dia de 2010)
Aproveito o momento para postar um link de uma resenha que fiz sobre o livro Caim, de José Saramago. Ela pode ser vista em:
http://www.pgletras.uerj.br/palimpsesto/num8/resenhas/Resenha_ClaudioCapuano.pdf
Abraço,
Cláudio
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
No primeiro dia do ano, sobre Iemanjá...
(...)
No Brasil, os rituais contemporâneos exigem a presença de água, o que é, sobretudo, uma incorporação de ritos de cultos afros, com as oferendas à Iemanjá, a grande mãe (mãe de todos os orixás), que na mitologia africana é a Rainha do Mar e a Deusa do Amor, chamada também de Dona Janaína, Sereia do Mar, Princesa do Mar, Inaê, Mucunã e é também considerada a Rainha das Bruxas.
Porém no sincretismo religioso brasileiro Iemanjá é Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade, Virgem Maria, Nossa Senhora de Candeias (que também é Oxum!), Nossa Senhora dos Navegantes, cuja data oficial é 2 de fevereiro, mas em 31 de dezembro (réveillon) Iemanjá é a grande cultuada e recebe em geral oferendas que servem à sua vaidade (ela é muito vaidosa!), tais como espelhos, sabonetes, pentes, pulseiras, colares, coroas, velas, perfumes e flores.
Iemanjá no Brasil é cultuadíssima nas cidades portuárias, por reinar sobre as águas e proteger a pesca e pescadores, todavia se constituiu num mito-fenômeno de grande poder de aglutinação e credibilidade, pois quem nela crê diz que ela leva, num passe de mágica, todos os problemas para o fundo do mar.
Não à-toa, para muita gente, em nosso país, celebrar o Ano Novo só pode ser na praia! Quando a celebração ocorre em águas doces as oferendas devem ser pra Oxum, dotada de grande poder de sedução e Rainha das Águas Doces. Mas em geral ninguém lembra... E por todo lado o que se ouve é:
"Iemanjá é a rainha do marIemanjá é a rainha do marSalve o povo de aruandaSalve meu Pai OxaláSalve Oxóssi, salve os guiasSalve Ogum Beira MarIemanjáIemanjá é a rainha do marIemanjá é a rainha do marVai ter festa na aruandaVai ter reza no CantuáVai ter gira a noite inteiraE muitas flores no marIemanjá".
Iemanjá, sabe-se que é uma "Deusa da nação de Egbé, nação esta Ioruba onde existe o rio Yemojá (Iemanjá). Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás. Por isso a ela também pertence a fecundidade."
Oxum é "Nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. A Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc".
(...)
Foi para Iemanjá que Edu Lobo e Vinicius de Moraes compuseram "Arrastão", celebrizada na voz de Elis Regina, que conquistou o 1º. lugar no I Festival de Música Popular Brasileira (1965):
Arrastão
Edu Lobo e Vinicius de Moraes
Eh, tem jangada no mar
Eh, eh, eh, hoje tem arrastão
Ê, todo mundo pescar
Chega de sombra João
Jovi, olha o arrastão entrando no mar sem fim
Ê meu irmão me traz Yemanjá pra mim
Minha Santa Bárbara
Me abençoai
Quero me casar com Janaína
Eh, puxa bem devagar
Eh, eh, eh já vem vindo o arrastão
Eh, é a rainha do Mar
Vem, vem na rede João
Pra mim
Valha-me Deus Nosso Senhor do Bonfim
Nunca, jamais se viu tanto peixe assim ...
Antonio Risério, no artigo "O ano-novo de Iemanjá" (2007), assim se expressou: "O que aconteceu com Iemanjá, no Brasil, é muito, muito interessante. Ela chegou em terras (e águas, claro) brasileiras aí pela segunda metade do século 18, trazida por negros nagôs – naquela época, vendidos, em boa parte, à Bahia, pelos reis do Daomé.
Mas, ainda nas décadas de 1920 e 1930, no Brasil, um poema sobre Iemanjá era tido – em nossos ambientes sociais economicamente mais privilegiados – na conta de coisa exótica, regionalismo, "pesquisa folclórica". Uma canção antiga de Caymmi – "a alodê Iemanjá oeá" – deveria soar, e soava, para determinados públicos, com algo estranho, distante. Como uma espécie qualquer de mistério remoto.
Hoje, o que a gente vê é coisa totalmente diferente. Todo mundo sabe quem é Iemanjá. Porque houve uma mudança enorme, uma transformação nas estruturas da sensibilidade brasileira. Uma mudança nas relações existentes no interior do conjunto de nossa configuração cultural. Os orixás passaram a povoar, inclusive, o cantão da assim chamada 'cultura superior'. Terreiros começaram a ser tombados, como bens preciosos do povo brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Etc. E, no ano novo, levas e levas de brasileiros seguem para as praias, para, de algum modo, falar com a deusa do mar."
E prossegue: "É claro que a Iemanjá brasileira não é mais, exatamente, a Iemanjá africana. Nem poderia ser. A brasileira é brasileira, assim como a cubana é cubana. Mas a matriz, o desenho básico e profundo, está lá, na África. E é ela que atrai multidões para a beira do mar, no ano-novo. A Grande Mãe, com seu axé assentado sobre conchas e pedras marinhas. É ela que faz parte do rito de passagem de ano. Quando todos parecem pedir o recomeço, o renascimento, um novo começo da vida e do mundo."
(...)
Autora: Fátima Oliveira (médica, escritora, especialista em bioética e saúde da população negra e militante da causa negra e das mulheres).
E-mail: fatimaoliveira@ig.com.br
Fonte do texto: Portal Mário Lincoln
domingo, 2 de novembro de 2008
Um achado!
-Você não é professor do Colégio Militar?
Disse-lhe que sim. Em suma: ele é pai de um excelente aluno que tivemos no ano de 1998. O aluno está, inclusive, concluindo o curso de engenharia no IME neste mês de agosto de 2008.
Hoje, revirando CDs em que fiz cópias de arquivos antigos, deparei-me com um texto que ele escreveu em 98, a respeito do Colégio Militar em 2009! É que o nosso tema era Ficção Científica.
Segue abaixo o texto:
Esses ex-alunos, que estudaram aqui em diferentes épocas, contaram histórias sobre os problemas de sua vida escolar. Uns disseram que os ventiladores das salas de aula estavam sempre com defeito; outros, mais velhos, nem sonhavam com ventiladores e usavam como uniforme diário uma túnica de mangas compridas.
Conversando com eles, percebi como o Colégio Militar mudou nos últimos anos. Militares circulando por toda parte e a beleza do Palacete da Babilônia foram umas das poucas coisas que não mudaram.
No fim do século XX, o governo percebeu que a solução para a maioria dos problemas brasileiros estava na educação e resolveu investir nessa área. As verbas destinadas ao Colégio Militar aumentaram bastante, o que permitiu que fossem feitas, aqui, várias melhorias.
Hoje, todas as instalações do colégio são modernas e confortáveis. Temos ar refrigerado central em todos os pavilhões e modernos sistemas audiovisuais.
Nossos professores são muito bem remunerados e podem dedicar-se exclusivamente ao colégio, o que ajuda muito no aprendizado dos alunos e no desenvolvimento dos próprios professores, que têm tempo para cursos de aperfeiçoamento.
Estamos totalmente informatizados. Cada aluno possui seu próprio computador na sala de aula e acessando, em casa, a Internet, pode conseguir resumos das aulas, explicações e todas as suas notas.
Nossos uniformes estão sempre impecáveis, graças à descoberta científica de um tecido que não amarrota nunca e quase não absorve sujeira. Nossos sapatos são auto-engraxáveis.
Os cavalos e os carneirinhos são clonados aqui mesmo, nas aulas de Ciências. Nas aulas de Língua Portuguesa, editamos jornais e revistas e divulgamos os vários eventos literários que acontecem no colégio. Nas aulas de Geografia e História assistimos a filmes em três dimensões sobre os vários países do mundo e seus acontecimentos históricos.
No moderno centro de esportes temos várias piscinas térmicas e naturais, quadras com pisos sintéticos e coberturas que podem ser abertas ou fechadas, de acordo com o tempo.
O vestibular também mudou, mas os alunos do Colégio Militar continuam a conseguir os melhores resultados em todas as faculdades.
Apesar de tudo isso, ainda reivindicamos muitas coisas, nos conselhos de classe, pois achamos que podemos melhorar sempre e superar os obstáculos, como nossos antigos colegas fizeram.
Pensando bem, notei que todas as histórias contadas por eles, apesar de mostrarem alguma dificuldade, mostravam mais momentos de muita alegria e felicidade. Reparei que seus olhos brilhavam ao relembrar o passado.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Ganhei um poema, no dia do meu aniversário
Este, que segue abaixo, tem algumas curiosidades: as palavras em castelhano ali estão porque o Eraldo é avô de um argentino! Vejam só!! E o menino nasceu no dia de São Tiago, daí (por, (não) mera coincidência, o nome Santiago). Ele nasceu em maio de 2008, no dia do Tiago Menor. Eraldo sabe bem da minha ligação com o Tiago, o Maior, cujo dia é 25 de julho. É o Apóstolo Tiago, da cidade galega de Santiago de Compostela.
Não importa de que Tiago falemos, afinal, queiramos ou não, uma parcela das nossas origens remontam à Idade Média Ibérica.
Todos os caminhos medievais levavam a Santiago... de Compostela!
Ao Cláudio Capuano
meu abraço de "hermano"
"abuelo" de Santiago
Desejando que o dia
de seu aniversário
seja todo harmonia
seja só de alegria
e de emoções bem vário
Ouça (então) que eu lhe digo
sabê-lo meu amigo
acalenta-me a alma
Valeu, Eraldo!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
ASSIM. Poema persa, escrito por Jelaluddin Rumi, traduzido por Jaumir Valença da Silveira
Se alguém lhe perguntar como se desvela
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Mais Machado... Crônica de uma aluna do CMRJ
Em 2008, o tema foi "Em torno de Machado de Assis". Foram três dias muito produtivos, em que contamos com a presença de público externo e também de alunos do colégio. Pretendo postar aqui, nas próximas semanas, alguns comentários sobre o evento. O primeiro deles reporta-se ao que aconteceu por último. No final do evento, a aluna Carolina Turboli, por sugestão da professora Claudete Daflon, leu uma crônica feita por ela, momentos antes. A crônica pode ser lida aqui e no site do evento:
http://www.seminarioestudosliteratura.com.br/seminario/cronica.htm
Parabéns, Carolina!
No dia 26, finalmente, a já esperada visita chega pelos portões imperiais do Colégio Militar: em rostos mil, Machado entra sem muita formalidade – em prosa e verso. Bom pra nós, seres com fome casmurra do velho, que vivemos esses 3 dias alimentados por decodificações e debates repletos de literariedade, matéria que voa além das entrelinhas sem deixar que a magia destas se perca. E, pra que a carne não inveje a fartura cultural, servidos por guloseimas concretas que equilibram a plenitude da mente e do corpo. A beleza do auditório amplia a viagem atemporal. Machado senta ao nosso lado, ironizando sua foto embranquecida e sempre se encaixando bem no contexto, qualquer que seja o ambiente. Passeamos com intimidade por seu espaço físico e psicológico, conversando com os segredos da ABL e do Real Gabinete, questionando mistérios famosos enquanto surgem tantos outros. Um fato é certo: cada vez mais apaixonados por Capitu e prontos pra lhe dar a palavra. E, de repente, o alienista parece ainda mais esférico. E, não mais que de repente (e sem medalhões), brilham nossos olhos entregues ao reviver histórias que um dia pensamos, ingênuos, já termos tocado o fundo. Doutores e mestres, alunos e professores, conhecemos e reconhecemos a Poesia-flor do Mestre, que borboleta exaltando a musa-mor Carolina e algumas outras, mas revelando também suas falenas, tão complexas e fascinantes quanto Bentinho e Brás.Após nossa nova missa do galo, Conceição tira o véu sem reticências para sentar-se à mesa das releituras, na sombra fresca da imortalidade machadiana, com a sinceridade já conhecida dos defuntos - autores ou não. Diante do espetáculo único, cá cumprimos o papel de amantes, procurando descobrir o mundo de Machado, povoando-o sem desvirtuá-lo do apelido que recebeu: bruxo. Abençoados somos nós, que vivemos com ardor sua magia; certamente sairemos desse auditório um pouco mais sábios a respeito dos seus feitiços, e infinitamente mais curiosos.Para encerrar, abraço Machadinho, atando as pontas do Tempo e desse belíssimo seminário. Parabéns aos organizadores e palestrantes e, em nome de todos, agradeço o banquete intelectual.(Aluna Carolina Turboli – Turma Humanas I – 2008).
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Louvação - poema de Eraldo Mai, para Machado de Assis
LOUVAÇÃO
Vou fazer a louvação
de quem deve ser louvado
peço-lhes pois atenção
à louvação de Machado
de Assis o pai de Rubião
louvo o escritor consagrado
o criador de Borba o cão
louvo do artista o seu fado
de Bacamarte o Simão
louvo o autor predestinado
a ser mestre da ficção
que em prosa do nosso agrado
nos conduz à reflexão
nas malhas do enunciado
em sutil enunciação
dos mundos que ele há criado
mais o louvo na invenção
de um olhar dissimulado
o de Capitu e então
por ter relativizado
nesse olhar o sim e o não
tudo assim imaginado
na sua imaginação
e em nosso olhar transformado
faço o fim da louvação
daquele que eu fiz louvado
grato sou pela atenção
à louvação de Machado
bruxo em Cosme sem Damião
bruxo do verbo encantado
por nos ter dado a ilusão
de que o não-dado foi dado
ERALDO
Cabo Frio
domingo, 21 de setembro de 2008
Machado de Assis - vídeo
Então vamos lá. Como o ano é do Machado, segue abaixo dois links para um vídeo sobre o escritor, feito especialmente para o II Seminário de Estudos de Literatura do Colégio Militar do Rio de Janeiro - Em torno de Machado de Assis (http://www.seminarioestudosliteratura.com.br/index.htm). Na semana passada, ele foi reexibido na VII Semana de Estudos Lingüísticos e Literários da Faculdade da Região dos Lagos (Ferlagos), em uma noite de homenagem ao escritor, depois da leitura de um poema "Louvação", do poeta Eraldo Mai, da bela palestra do prof. Luís Antonio Barros ("Pequena viagem ao vocabulário de Machado de Assis") e da minha fala sobre a atividade de cronista do nosso bruxo. O poema do Eraldo fica prometido para a próxima postagem.
Vejam o vídeo. Olha que eu também sou personagem!
Saudações! Valeu Flávio!
Cláudio
Parte I
http://br.youtube.com/watch?v=N_am8yHTgoc
Parte II
http://br.youtube.com/watch?v=N_am8yHTgoc
sábado, 12 de julho de 2008
O que estou lendo, ou relendo...
Ficções, de Jorge Luis Borges. Na verdade, reli o Pierre Menard, autor do Quixote. Excelente, como o Borges de sempre.
domingo, 6 de julho de 2008
Literatura e Educação no Brasil
Coordenadores
Profa. Dra. Claudete Daflon (PUC-Rio) - claudaflon@terra.com.br
Prof. Dr. Cláudio Capuano (FERLAGOS) -
Resumo
O papel da literatura na formação intelectual assim como o ensino da literatura no país são duas questões fundamentais para se compreender que espaço a produção literária tem ocupado na educação brasileira. Nesse sentido, de um lado, faz-se necessário pensar que relações vêm sido mantidas entre a Literatura e outras disciplinas ou áreas de conhecimento; considerando-se, sobretudo, o avanço das abordagens interdisciplinares na educação escolar e nos estudos acadêmicos. Por outro lado, merecem ainda atenção a abordagem do texto literário em diálogo com outras linguagens e a relevância da experimentação lingüística no desenvolvimento educacional dos estudantes. Junto a isso, há ainda a subjetividade como construção de um percurso intelectual e pessoal que permitiria ao estudante a leitura/escrita de suas histórias. Um debate dessa natureza implica, portanto, considerar a importância que a literatura teve e tem na formação intelectual no Brasil. Para tanto, é preciso, contudo, levar em conta não só a participação que historicamente a literatura tem tido na educação brasileira mas também como tem se dado o ensino da disciplina no ambiente escolar, haja vista mudanças significativas na educação e na própria realidade em que se insere o livro nos últimos séculos.
Segunda, 14 de julho de 2008
Sessão 1 – Repensando o lugar da Literatura
Coordenador: Profa. Dra. Claudete Daflon (PUC-Rio)
· Literatura para quê?
por Profa. Dra. Analice de Oliveira Martins (UNESA)
· Literatura como prática social em contexto escolar
por Prof. Dr. Cláudio José de Almeida Mello (UNICENTRO)
Co-autor: Prof. Dr. Antonio Henriques Gonçalves Cunha (UNICENTRO)
· O curso de Letras e a Literatura Estrangeira na formação do professor
por Profa. Doutoranda Andréa Correa Paraíso Muller (UEPG)
Sessão 2 – Diálogos da Literatura em sala de aula
Coordenador: Prof. Dr. Cláudio Capuano (FERLAGOS)
· Literatura: possíveis diálogos
por Profa. Dra. Maria Cristina Prates Fraga (UVA)
· Dar a ler: leitura e provocação para a entrada no universo da ficção como experiência formativa
por Doutoranda Márcia Machado de Lima (UNESP-Marília)
· Literatura e Ensino
por Profa. Mestre Marta Ferreira Pimentel
Terça, 15 de julho de 2008 - a partir das 14h
Sessão 3 –Literatura como prática social
Coordenador: Prof. Mestre Jorge Marques
· Literatura e educação: uma proposta de inclusão social a partir de Antonio Candido
por Prof. Pós-Dr. Marcelo Chiaretto (UFMG)
· Contar histórias, tecer realidades
por Doutorando Thiago Alves Valente (UNESP-Assis)
Co-autor: Profa. Dra. Vanderléia da Silva Oliveira (UENP-Faficop)
· A literatura afro-brasileira na sala de aula
por Profa. Mestre Mariângela Monsores Furtado Capuano
Sessão 4 – Formação literária e projeto político
Coordenador: Profa. Dra. Maria Cristina Prates (UVA)
· A (re)construção da nação e a formação de líderes: o ensino de literatura no Estado Novo
por Prof. Dr. Luiz Eduardo Oliveira (UFS)
por Profa. Dra. Claudete Daflon (PUC-Rio)
Literatura e Educação no Brasil
Quarta, 16 de julho de 2008
Sessão 5 – Literatura e cinema
Coordenador: Profa. Dra. Claudete Daflon (PUC-Rio)
· As inter-relações da literatura com o cinema e a mídia
por Prof. Dr. Luiz Manoel da Silva Oliveira (UFRJ)
· Literatura, cinema e educação
por Prof. Dr. Antonio Mateus
· Entre a Literatura e a História, o Cinema
por Prof. Dr. Cláudio Capuano (FERLAGOS)
Sessão 6 – Literatura e música
Coordenador: Profa. Doutoranda Patrícia Simões de Oliveira Rosa (FGV)
· Literatura, música e sociedade educacional: dialogismos contemporâneos
por Prof. Dr. Robson Coelho Tinoco (UnB)
Co-autor: Profa. Mestre Marília de Alexandria (UFG/CEP)
· A canção na sala de aula: estratégias didáticas para o uso do cancioneiro popular nos Ensinos Fundamental e Médio
por Prof. Mestre Jorge Marques
Literatura e Educação no Brasil
Sessão 7 – O discurso literário como força transformadora
Coordenador: Prof. Dr. Cláudio Capuano (FERLAGOS)
· A Literatura Contemporânea no contexto educacional do ensino médio carioca: imagem e linguagem modulando novos olhares sobre o real
por Profa. Dra. Catia Valério Ferreira Barbosa
· Literatura e Ensino – unidade do texto não em sua origem, mas em seu destino
por Profa. Doutoranda Patrícia Simões de Oliveira Rosa (FGV)
Sessão 8 – O trabalho com o texto no ensino da Literatura
Coordenador: Prof. Dr. Antonio Mateus
· O cânone na formação de leitores
por Prof. Mestre Renato Lopes
· A fragmentação do ensino de Literatura nos livros didáticos e sua abordagem na sala de aula
por Profa. Mestre Silvana Rodrigues Quintilhano Ferreira
Co-autor: Profa. Mestranda Eliane Segatti Rios Registro (UENB)